
Nem sempre uma doença começa com sinais evidentes. Muitas vezes, ela chega de forma silenciosa e, quando os sintomas aparecem, já causou consequências que poderiam ter sido evitadas. É justamente para impedir esse cenário que a vacinação ocupa um lugar tão importante na saúde pública. Ao longo das últimas décadas, as vacinas reduziram drasticamente a circulação de doenças graves, diminuíram internações, evitaram sequelas e salvaram milhões de vidas em todo o mundo.
Entre os dias 3 de agosto e 1º de setembro, a Prefeitura de Teixeira de Freitas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, participa da Estratégia Nacional de Multivacinação 2026, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A campanha terá ainda um momento de mobilização em todo o país com o Dia D, marcado para 22 de agosto.
A proposta vai além da aplicação de doses. Muitas famílias deixam de comparecer às unidades de saúde porque acreditam que o esquema vacinal já está completo ou porque perderam o controle das datas. Durante a campanha, os profissionais avaliam a caderneta de vacinação individualmente e identificam se existe alguma dose em atraso, garantindo que cada criança ou adolescente esteja protegido de acordo com a faixa etária.
Manter a vacinação atualizada significa criar uma barreira contra doenças que continuam circulando. Sarampo, poliomielite, coqueluche, meningites, hepatites, febre amarela e outras enfermidades podem provocar complicações graves, especialmente entre crianças. Quando a cobertura vacinal diminui, aumentam também as chances de essas doenças voltarem a atingir comunidades inteiras, colocando em risco inclusive pessoas que não podem receber determinadas vacinas por motivos de saúde.
Outro aspecto importante é a chamada proteção coletiva. Quanto maior o número de pessoas vacinadas, menor é a circulação dos vírus e bactérias. Esse efeito beneficia toda a população, especialmente bebês que ainda não completaram o calendário vacinal, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido. Por isso, a decisão de manter a caderneta em dia não protege apenas quem recebe a vacina, mas contribui para a segurança de toda a comunidade.
As vacinas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passam por rigorosos processos de avaliação antes de chegarem às salas de vacinação. Elas são constantemente monitoradas quanto à qualidade, eficácia e segurança. As reações mais comuns costumam ser leves, como dor no local da aplicação ou febre baixa, enquanto os benefícios da imunização são amplamente superiores aos riscos.
Pais e responsáveis devem aproveitar o período da campanha para conferir a caderneta de vacinação das crianças e adolescentes e procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa. Caso exista alguma dose pendente, a equipe de saúde fará a atualização conforme o calendário recomendado pelo Ministério da Saúde.
Além da Estratégia Nacional de Multivacinação, as salas de vacinação das Unidades Básicas de Saúde seguem oferecendo, durante todo o ano, os imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação. A orientação é que a população não espere apenas pelas campanhas para verificar a situação vacinal. Em caso de dúvidas sobre quais doses são necessárias, basta procurar a equipe da UBS de referência, que está preparada para orientar e garantir que a proteção seja mantida em todas as fases da vida.
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