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terça-feira, 4 - agosto, 2026
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O 14º salário e o Incentivo Financeiro para Agentes de Saúde

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Você sabe por que alguns servidores estão falando sobre o 14º salário? A pergunta surgiu a partir da reincidência e persistência das manifestações de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), que reivindicam o pagamento de um 14º salário.

A Gestão Municipal reconhece a importância de que toda reivindicação seja pautada pela justiça e pelo amparo legal. No entanto, reforça que o direito de manifestação deve ser exercido de forma pacífica e respeitosa, preservando o bem-estar da população e o trabalho dos demais servidores públicos. Manifestações com o uso de sons excessivos, como apitos e equipamentos de som em áreas próximas a hospitais e clínicas, podem comprometer o ambiente de tranquilidade necessário a quem busca atendimento, impactando negativamente toda a comunidade.

A Prefeitura Municipal reforça que o diálogo com os servidores segue aberto e constante, mas ressalta a importância de que as ações sejam conduzidas de forma a não gerar transtornos à população. A seguir, esclarecemos os fatos sobre o Incentivo Financeiro Adicional, conhecido por muitos como “14º salário”.

Esclarecimento sobre o Incentivo Financeiro Adicional

Em resposta a um ofício do Sindicato Intermunicipal dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias do Extremo Sul da Bahia (SINDACESB), a Administração Municipal informa que os recursos federais repassados para este fim foram usados integralmente, conforme a lei.

É fundamental entender que o pagamento desse incentivo financeiro adicional é temporário e depende do repasse do Ministério da Saúde. A Lei Municipal nº 1.197/2021 veda o uso de recursos próprios do Município para esse pagamento. Além disso, não houve “sobra” de recursos nos repasses federais para permitir um pagamento extra, além do que já foi transferido.

Em 2024, o Município recebeu do Governo Federal R$ 11.793.024,00 para custear os salários dos ACS e ACE. No entanto, as despesas reais com essas categorias chegaram a R$ 18.465.378,51. Isso gerou um déficit de R$ 6.672.354,51, que foi coberto com recursos próprios do Município. O 13º salário, por exemplo, foi pago integralmente com verbas municipais, pois os repasses federais não cobrem toda a despesa.

O que diz a lei?

A Lei 12.994/2014, que complementa a Lei 11.350/2006, estabelece o piso salarial nacional para ACS e ACE, e prevê o repasse de recursos federais em 12 parcelas, com uma parcela adicional no último trimestre. Isso não é um 14º salário obrigatório, mas sim um mecanismo para financiar o piso e o 13º salário.

Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e os Agentes de Combate às Endemias (ACE) não têm direito constitucional ao chamado “14º salário”. A Constituição Federal garante apenas o 13º salário a todos os trabalhadores formais. Portanto, não há previsão legal para essa reivindicação.

A Administração Municipal reafirma seu compromisso com a transparência e o diálogo contínuo. Estamos sempre à disposição para esclarecer as dúvidas dos servidores e buscar soluções que beneficiem a todos, no entanto, não compactuamos com ações de desordem.

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Jovem conta com torcida da família e garante prata nos Jubs

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Os mais de 1.500 quilômetros que separam Belém (Pará) de Natal (Rio Grande do Norte) não foram obstáculo para a família do carateca Péricles Souza Sobrinho, de 18 anos. O estudante do segundo período de nutrição da Unama trouxe a torcida de casa para sua estreia nos Jogos Universitários Brasileiros (Jubs) e deu certo. Péricles começou a competição ganhando a prata no kata individual e ainda vai disputar outra medalha no kumite na categoria até 67 quilos. “Claro que o primeiro lugar é o que a gente sempre quer, mas eu estou muito feliz com o resultado. Eu admito que eu dei o melhor, na final foi uma disputa de medalha muito boa”, declarou.

Presente na torcida, a mãe do atleta, Renata Siqueira Mendes, foi uma das grandes incentivadoras no início. Péricles confessa que quando começou, aos 7 anos, não gostava tanto, mas a mãe o obrigava a ir: “Eu não gostava até fazer a minha primeira competição, e eu perdi a minha primeira competição. Eu falei: eu quero ganhar! E estou até hoje competindo”.

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Na percepção de Renata, valeu a pena insistir na modalidade: “Ele sempre foi um menino muito elétrico. O caratê foi uma forma de trabalhar a concentração dele. E deu certo, porque, além da concentração, veio a questão da disciplina e da organização, o que é muito importante para o crescimento dele”.

Após a medalha conquistada, agora todas as atenções do atleta e da família estão voltadas para a disputa do kumite até 67 quilos, na próxima quinta-feira (16). Enquanto o kata é a exibição dos golpes do karatê, contra oponentes imaginários, no kumite dois karatecas de enfrentam. Segundo Péricles, as duas disputas são completamente diferentes: “Querendo ou não o kata é uma luta imaginária, tudo depende de ti, não que o kumite não dependa, mas no kumite você às vezes pode ganhar por um erro do adversário, quem for mais rápido, o juiz decide normalmente”.

Independente da conquista de uma segunda medalha, a experiência já foi bem positiva para Péricles. Tanto que ele planeja participar de outras edições dos Jubs. “Estou gostando muito, tudo é muito organizado, as pessoas são muito receptivas, todo mundo é muito alegre, a estrutura é sem comentários, nível mundial, estou muito satisfeito”, afirmou.

“Eu pretendo seguir carreira competindo, porque hoje em dia é o que amo fazer. Então todo ano eu pretendo vir para o Jubs até me formar”, planeja Péricles. E a torcida em casa o segue apoiando.

Tênis de mesa: Brasil bate anfitrão EUA e vai à final de Pan-Americano

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Os mesatenistas brasileiros Hugo Calderano, número 3 do mundo, e Bruna Takahashi (19ª no ranking feminino) venceram os donos da casa de virada e vão disputar a final de duplas mistas do Campeonato Pan-Americano de tênis de mesa, em Rock Hill, na Carolina do Norte (Estados Unidos). A disputa do título inédito será às 20h30 (horário de Brasília) desta terça-feira (14) contra a parceria de Steven Moreno de Brianna Burgos (Porto Rico).

No início desta tarde, terceiro dia de competições, Calderano e Takahashi começaram atrás no placar contra os norte-americanos Jishan Liang e Jessica Reyes, mas logo se recuperaram e asseguraram a classificação por 3 sets a 2 (parciais de 9/11, 11/7, 11/6, 10/12 e 11-5), em pouco mais de 36 minutos de partida. Esta é a segunda vez que a dupla brasileira, apelidada de Calderashi, avança à decisão: no ano passado, ele tropeçaram na final para os compatriotas Giulia Takahashi e Guilherme Teodoro.

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Na atual temporada do circuito mundial, a parceria Calderash somou dois títulos – WTT Contender Buenos Aires e WTT Star Conteder Foz do Iguaçu – e foi vice no WTT Contender de Liubliana (Eslovênia). Ca

Na disputa da chave de simples, dois mesatenistas do país se despediram da competição nas quartas de final. Leonardo Kenzo Iizuka foi superado por 4 sets a 2 pelo argentino Horacio Cifuentes e Felipe Hideki Doti Arado foi eliminado pelo chileno Nicolás Burgos, após derrota de 4 sets a 0. 

O Pan-Americano vai até 19 de outubro. A delegação brasileira conta com oito atletas em Rock Hill (metade em cada gênero).

Programação desta terça (14)

17:30 – Bruna Takahashi x Jessica Reyes Lai (USA) – quartas de final – simples feminino;

18:15 – Hugo Calderano x Sid Naresh (USA) – quartas de final – simples masculino;

19:30 – Leonardo Iizuka e Guilherme Teodoro x Rogelio Castro (MEX)/Marcos Madrid (MEX) – semifinais – duplas masculinas.

20:30 – Hugo Calderano e Bruna Takahashi x Steven Moreno (PUR)/Brianna Burgos (PUR) – final – duplas mistas

Ancelotti pede resiliência mental após derrota do Brasil para o Japão

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O técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, pediu aos seus jogadores que desenvolvam maior resiliência mental após a derrota por 3 a 2 para o Japão, em Tóquio, nesta terça-feira (14), a primeira derrota do Brasil para a equipe asiática.

O italiano enfatizou a necessidade de aprender com os erros que levaram os anfitriões a uma impressionante recuperação no segundo tempo, enquanto prepara sua equipe para a Copa do Mundo do ano que vem na América do Norte.

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Ancelotti, que assumiu o cargo em maio após a campanha inconsistente do Brasil nas eliminatórias para a Copa do Mundo, tem se concentrado na formação de uma equipe adaptável e mentalmente robusta.

Apesar de mostrar sinais de progresso nas últimas partidas, a derrota de terça-feira (14) destacou áreas que precisam ser melhoradas e colocou em questão a decisão do técnico de escalar uma equipe com muitas mudanças em relação à vitória de 5 a 0 sobre a Coreia do Sul na sexta-feira (10).

“Não, não está tudo bem. Quando a equipe perde, ficamos chateados, o que é normal. Todo mundo fica chateado. Eu não gosto de perder, e os jogadores também não. Temos de aprender com essa derrota, como sempre fazemos no futebol”, disse Ancelotti em entrevista coletiva.


Soccer Football - International Friendly - Japan v Brazil - Tokyo Stadium, Tokyo, Japan - October 14, 2025 Japan players celebrate after the match Reuters/Kim Kyung-Hoon/Proibida reprodução

Seleção brasileiíra abre vantagem de 2 a 0 no primeiro tempo, mas leva virada com três gols em 20 minutos da etapa final – Reuters/Kim Kyung-Hoon/Proibida reprodução

“Até o erro de [Fabrício] Bruno no primeiro gol, o jogo estava bem controlado. Depois disso, a equipe desmoronou mentalmente. Esse foi o maior erro da equipe”, afirmou ele. “Não acho que o segundo tempo tenha sido ruim no geral, mas o erro teve um impacto muito grande sobre os jogadores.”

Quando perguntado se tais erros poderiam influenciar na convocação da equipe para a Copa do Mundo, Ancelotti descartou a ideia e, em vez disso, concentrou-se na resposta coletiva da equipe.

“Erros individuais não afetam a presença de um jogador na equipe. O que temos de avaliar é a reação da equipe após o primeiro erro, que não foi bom porque perdemos um pouco do nosso equilíbrio em campo, nosso pensamento positivo. É uma boa lição para o futuro”, disse o técnico.

Os próximos jogos do Brasil são amistosos contra Senegal e Tunísia em novembro, a serem disputados na Inglaterra e na França, respectivamente.

“Esta e a próxima pausa internacional são períodos de testes, e continuaremos testando em novembro”, declarou Ancelotti. “A equipe jogou muito bem contra a Coreia, bem no primeiro tempo hoje, e muito mal no segundo tempo.”

“Na Copa do Mundo, temos de encontrar um equilíbrio. Temos de aprender com nossos erros. Foi uma boa lição esta noite. Acho que precisamos encontrar equilíbrio no que fazemos. É um processo…”

* É proibida a reprodução deste conteúdo. 

Brasil amarga derrota histórica para o Japão em amistoso em Tóquio

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A seleção brasileira masculina de futebol sofreu derrota inédita para o Japão nesta terça-feira (14), em amistoso contra o Japão, em Tóquio, depois da empolgante goleada de 5 x 0 sobre a Coreia do Sul na última sexta (10).

Após começar na frente no lotado Estádio Ajinomoto, com 2 a 0 na etapa inicial – com gols de Paulo Henrique e Gabriel Martinelli – a seleção levou a virada no segundo tempo em apenas 20 minutos, com gols de Minamino, Nakamura e Ueda.A partida faz parte da preparação para a Copa do Mundo de 2026, no Canadá, Estados Unidos e México.

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Até então elogiado pelo técnico Carlo Ancelotti, o sistema defensivo brasileiro sofreu dois gols pela primeira vez nos últimos cinco jogos – apenas contra a Bolívia a Amarelinha perdera por 1 a 0 nas Eliminatórias. Os próximos amistosos do Brasil serão contra Senegal e Tunísia, na Europa, na próxima data Fifa em novembro.

Jogo

A Seleção Brasileira precisou de paciência na primeira etapa diante da marcação japonesa bem montada com cinco homens na defesa. A primeira boa chance de gol foi dos adversários, aos 21 minutos: pela direita o camisa 10 se livrou da marcação de Carlos Augusto e tocou para Ueda, que dentro da área, desviou para o gol, mas a bola passou por fora, rente à trave.

Quatro minutos depois do susto, a Amarelinha abriu o placar com o lateral Paulo Henrique que chutou certeiro na saída do goleiro, após passe de primeira de Bruno Guimarães. A partir daí, o Brasil passou a controlar a partida. Aos 31 minutos, Lucas Paquetá de fora da área levantou de cavadinha para Gabriel Martinelli estufar da rede de canhota.

Após o intervalo, o Brasil diminuiu o ritmo e pagou caro: levou três gols nos primeiros 25 minutos. O primeiro deles, aos seis minutos de jogo, após erro individual de Fabrício Bruno na saída de bola, Minamino aproveitou e chutou forte para o fundo da rede.

O empate asiático saiu dez minutos depois: Ito cruzou certeiro na segunda trave e Nakamura chutou forte. Fabrício Bruno ainda tentou cortar, mas a bola acabou entrando sem chance para o goleiro Hugo Souza.

Após o empate, o técnico Carlo Ancelotti fez as primeiras substituições: colocou Rodrygo no ataque no lugar de Vinícius Júnior e o volante Joelinton substituiu Bruno Guimarães. Apesar das mudanças, o Japão seguiu dominando, e virou o placar aos 25 minutos: Ueda cabeceou sozinho, após cobrança de escanteio de Ito.

Atrás no placar, Ancelotti fez mais três substituições: no ataque tirou Luiz Henrique e colocou Estevão, na lateral esquerda entrou Caio Henrique no lugar de Carlos Augusto, e Richarlison assumiu o meio-campo até então com Paquetá.

Mesmo assim, os japoneses seguiram no ataque e por pouco não ampliaram aos 41 minutos, após chute de fora da área de Tanaka, mas Hugo Souza espalmou para fora, cedendo escanteio.

No último suspiro, a seleção quase chegou ao empate aos 45 minutos, com linda bola levantada por Estêvão para Richarlison na pequena área, mas o camisa 9 desviou de cabeça por cima do gol. Final: Japão 3 x 2 Brasil.

Prefeitura Municipal participa da 41ª Exposição Agropecuária de Teixeira de Freitas

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Entre os dias 9 e 12 de outubro, o município sediou a 41ª Exposição Agropecuária. O evento é considerado o maior encontro de agropecuária do Extremo Sul e reúne as principais tecnologias, informações e oportunidades do setor.

A Prefeitura Municipal esteve presente nos três primeiros dias do evento com estandes interativos, distribuição de mudas de árvores, mostra de produções da agricultura familiar, campanha de conscientização e valorização da vida, apresentações artístico-culturais e a realização da Cozinha Show, um espetáculo à parte do Festival de Sabores 2025. Além disso, houve também o Galpão Cultural, com venda de artesanatos, exposição de carros antigos e uma linha do tempo com a história do município.

A Expo Teixeira 2025 foi realizada pela CoopMista e pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Teixeira de Freitas, com apoio do Governo da Bahia, da Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas e da iniciativa privada, por meio de empresas parceiras.

O evento contou com shows gratuitos, parque de diversões, leilões, desfiles e exposição de animais, além de diversas palestras e oficinas apresentando novas tecnologias e inovações para o campo.

Os estandes da Prefeitura Municipal atraíram uma grande quantidade de pessoas, que interagiram ativamente com as atividades propostas, marcando mais um momento importante para a gestão municipal, que reforça seu compromisso em impulsionar o desenvolvimento econômico e urbano.

Por: Brian Ferreira / Fotos: Júnior Origem e César Cruz

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Cabo Verde garante vaga inédita na Copa do Mundo

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A seleção de Cabo Verde conquistou pela primeira vez na história a classificação para uma edição da Copa do Mundo de futebol masculino. A vaga foi garantida nesta segunda-feira (13), quando os Tubarões Azuis superaram a equipe de Essuatíni pelo placar de 3 a 0 atuando no Estádio Nacional de Cabo Verde, em Praia.

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Com este triunfo, que foi construído com gols de Dailon Livramento, Willy Semedo e Stopira, a equipe cabo-verdiana fechou as Eliminatórias Africanas para a Copa do Mundo de 2026 (que será disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá) como líder do D com o total de 23 pontos.

Nesta campanha, os Tubarões Azuis deixaram para trás, inclusive, a experiente equipe de Camarões (que ficou na segunda posição do Grupo D das Eliminatórias Africanas com 19 pontos), a seleção africana com o maior número de participações em Mundiais de seleções masculinas.

Mariana D’Andrea conquista prata no Mundial de Halterofilismo

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A brasileira Mariana D’Andrea garantiu a primeira medalha do Brasil no Mundial de Halterofilismo paralímpico que está sendo disputado no Cairo (Egito). Com a marca de 141 quilos, a paulista levou uma prata na categoria até 73 quilos nesta segunda-feira (13).

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A medalha de ouro nesta disputa ficou com a chinesa Tan Yujiao, que levantou 146 quilos, enquanto a nigeriana Ani Chiamaka garantiu o bronze, com a marca de 140 quilos.

“Saio daqui com a consciência tranquila. Dei o meu melhor. A gente queria muito essa medalha de ouro, treinamos muito para isso. Mas agora isso serve de motivação para eu treinar ainda mais daqui para frente”, declarou Mariana D’Andrea.

E-sports no JUBs: atletas avaliam prós e contras da profissionalização

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Tem torcida, tem disputa, tem final. Os e-sports invadiram os Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) 2025. Na verdade, eles conquistaram um espaço monstruoso em todo país. Como em outros esportes, o sonho de se tornar profissional vem desde pequeno. Pode parecer fácil, trabalhar com seu momento de lazer, mas a rotina de um jogador profissional não é tão simples.

“Acordo oito horas da manhã, a partir das 10h já temos uma preparação. Depois vem o intervalo de almoço. Depois de uma da tarde ate oito horas da noite é treino. Você joga o jogo, reassiste, conversa sobre possibilidades boas e as ruins”.

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A rotina é de David Luiz, chamado de Rosa. Ele cursa o terceiro período de Sistemas de Informação na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campeã de League of Legends no JUBs 2025. Além de atleta universitário, Rosa é atleta profissional de e-sports. E sabe que está em um momento decisivo da vida.


avid Luiz Rosa, JUBs Natal 2025, E-sports

“É uma carreira que, querendo ou não, não tem muita longevidade, os jogadores profissionais acabam perdendo desempemho por volta dos 24 anos”, pontua David Luiz, estudante do terceiro período de Sistemas de Informação na UTFPR – Celio Júnior/CBDU/Direitos Reservados

“Como jogador profissional, às vezes, você pode tirar um ótimo dinheiro, aproveitar ótimas oportunidades. É uma carreira que, querendo ou não, não tem muita longevidade, os jogadores profissionais acabam perdendo desempemho por volta dos 24 anos. Mas você pode ganhar muito dinheiro, tem jogadores no nosso cenário que ganham cerca de 100 mil reais por mês, os mais famosos. Só que, se eu me arriscar a chegar nesse patamar, eu posso perder um tempo que eu estaria fazendo estágio, estaria me especializando. É aquela balança que pondera para os dois lados. Uma hora você tem que decidir, mas é uma decisão árdua”, pondera David Luiz.

No JUBs os atletas jogam pelo titulo, de forma leve. O foco é você não deixar de lado seus estudos e seu esporte. Mas no ambiente profissional  nem sempre é assim.

 “A partir do momento que você não está se destacando mais, se acabou o seu contrato, você vai rodar. É um cenário que você tem que estar se reinventando, melhorando, aperfeiçoando, para você ter esse potencial para se destacar, para jogar em times grandes. Tem que estar disposto a viver esse sonho, porque tem muita cobrança. Não só do seu time, os times têm muitos fãs. Por exemplo, o time que eu jogava, tinha mais de 3 mil seguidores, e eles cobram”.


Washington Wu, E-sports, JUBs Natal 2025

Washington Wu já foi profissional de e-sports, recebeu convite para jogar no exterior, mas optou por seguir na área acadêmica – Célio Júnior/CBDU/Direitos Reservados

Washington Wu, o Washin, é do time de Luiz no JUBs, a UTFPR Azure Bears. Ele fez o caminho inverso. Já foi profissional, recebeu convites para jogar em um dos maiores centros do mundo, a Coreia do Sul. Mas preferiu outro caminho.

“Com essa jornada de 16, 17 horas de jogo por dia, ficou bem cansativo mesmo. Não consegui acompanhar muito, fiquei para trás e decidi parar. Vou continuar nesse ramo acadêmico, profissional, buscar trabalho, virar um CLT”, projeta Washin.

Virar profissional tão cedo, treinar muito e sofrer pressão de torcida. Para o coordenador de e-sports da Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU), Sergio Medeiros, os e-sports precisam ser acompanhados e sempre atualizados.

“Os e-sports são muito desgastantes mentalmente. Então existe o desgaste do próprio jogo e existe a falta de preparação mental, de certa forma, para lidar com o ambiente de pressão”.

A atividade está em constante atualização: há pressão, retorno financeiro, competitividade. Qual caminho escolher? Na duvida, Washingtin Wu tem uma dica.

“Não se deixem afetar por este processo de pressão. Aproveitem a vida que sempre vai haver um caminho para o sucesso”.

* Maurício Costa viajou a Natal à convite da CBDU.

Judocas brasileiras levam 4 medalhas no 1º dia do Grand Prix de Lima

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A delegação brasileira feminina de judô emplacou quatro pódios, com direito a dobradinha ouro e prata, na abertura do Grand Prix de Judô em Lima (Peru. Na categoria até 52 quilos, Jéssica Pereira foi campeã na noite de sábado (11) ao vencer Gabriela Conceição, em final 100% nacional. Nos 57 kg, Jéssica Lima e Shirlen Nascimento levaram um bronze cada. A competição vai até segunda-feira (13), com transmissão ao vivo das lutas classificatórias na Judo TV a partir de 12h30 (horário de Brasília), e das finais no canal do Time Brasil no YouTube a partir das 19h. 

O Brasil conta com 24 judocas em Lima (metade em cada gênero), entre eles atletas medalhistas olímpicos como Rafaela Silva (63 kg), Daniel Cargnin, Guilherme Schimidt e William Lima. Prata nos Jogos de Paris, Willian volta a competir após um ano afastado dos tatames. É a maior delegação brasileira em um evento internacional este ano.  

Na luta pelo ouro nos 52 kg, a carioca Jéssica Pereira arrancou a vitória ao desferir um yuko contra a compatriota Gabriela Conceição, encerrando a disputa em pouco mais de um minuto.

“Muito feliz por ter conquistado a medalha de ouro! Essa vitória representa não apenas o resultado de uma competição, mas também de muita dedicação, superação e força. Lutei com o coração e dei o meu melhor em cada momento”, disse Jéssica em publicação no Instagram.

Bronze no Mundial de Budapeste (Hungria) em junho, Shirlen Nascimento sofreu revés na estreia nas quartas de final contra a francesa Amandine Buchard (prata em Tóquio 2020 e bronze em Paris 2024). Na sequência ela derrotou por ippon duas israelenses para assegurar o bronze.

O caminho da paulista Jéssica Lima no Grand Prix de Lima começou com vitória de virada contra a polonesa Karolina Siennicka nas oitavas. Na sequência, ela bateu a a israelense Hili Zakroisky com ippon. Já na semifinal, Jéssica também foi superada pela francês Buchard, que já derrotara Shirlen Nascimento. Na luta pelo bronze, Jéssica venceu a britânica Acelya Toprak.

Brasileiros no Grand Prix de Lima*

Domingo (12)

63kg feminino: Nauana Silva (11ª do ranking mundial), Rafaela Silva (18ª)

-70kg feminino: Luana Carvalho (26ª), Ellen Froner (56ª)

-73kg masculino: Daniel Cargnin (11º), Willian Lima (sem ranking)

-81kg masculino: Gabriel Falcão (25º) do ranking), Pedro Medeiros (167º)

Segunda (13)

-78kg feminino: Karol Gimenes (20ª), Beatriz Freitas (2ª )

+78kg feminino: Giovanna Santos (58ª ), Kátia Alves (106ª)

-90kg masculino: Rafael Macedo (5º), Guilherme Schimidt (sem ranking)

-100kg masculino: Leonardo Gonçalves (4º), Giovani Ferreira (sem ranking)

+100kg masculino: Rafael Buzacarini (50º), Lucas Lima (90º)

* Preliminares a partir das 12h (Judo TV) e Finais a partir das 19h no canal Time Brasil no YouTube.